Pois é, e lá vamos nós de novo!
Desta vez, com o objetivo de fazer com que o blog chegue até o final da viagem, vou mudar de tática: menos comentários e mais fotos...........
Então, vamos lá:
O plano de viagem era bem arrojado mesmo: O vôo, saindo às 17:25 de Salvador, chegaria às 5:40 da manhã do outro dia em Lisboa (8hs de vôo e mais 4hs de fuso). Já a parte final do vôo começaria às 17:50 deste segundo dia, com previsão de chegada em Paris para 21:20 (com mais uma hora de fuso).
Tudo funcionou extamante como o planejado, ao menos no que se refere aos horários. O primeiro problema é que não consegui dormir nem um minuto na primeira perna do vôo. O avião era bom, o cara do meu lado (um italiano que só falava italiano e queria conversar sobre mil coisas!) não incomodou, mas fato é que a minha tática, de dormir pouco na noite anterior, não funcionou em absoluto.
Então, cheguei já pregado em Lisboa. Lisboa essa, aliás, que ainda estava acordando quando cheguei na Baixa, como eles chamam o centro. Ainda acordando, ainda meio dormindo, como muuuitas pessoas quem dormiam em vários dos monumentos do centro. Primeiro grande choque, me arrisco a dizer que tinha mais gente dormindo na rua do que nas ruas do Rio. É, isso mesmo, bem surpeendente.


Outra surpresa foi o preço das coisas em Lisboa. O city tour que eu fiz mesmo, foi mais barato do que o de Salvador. Tudo bem que o de Salvador deve andar 3x mais, porque Lisboa é bem pequena, tem 600.000. Impressão geral: a cidade é interessante, com um clima bem cosmpolita, daqueles lugares em que tem gente falando tudo quanto é tipo diferente de linguas em cada esquina. Mas está meio mal-tratada. Dá pra ver que a crise pegou forte lá.
Na parte da tarde do city tour, eu já estava pescando no ônibus. Aliás teve uma hora que acho que eu cheguei a cochilar mesmo, acordei na próxima parada. Aí não teve jeito, o organismo pediu água e eu voltei pro aeroporto.
Aí o segundo vôo começou muito bem. Não sei que problema aconteceu, mas sei que eles me colocaram na classe executiva! E classe executiva de vôo internacional é legal mesmo, poltronão, comida diferente, jornal, e eu com aquele mochilão nas costas, estava engraçado.
Mas o que começou tão bem, terminou pessimamente, sem minha mala. Pelo menos pra alguma coisa serviu ficar andando com a mochila pesadona em Lisboa...... Abri os devidos processos e parti para a casa da Mme. Ferri, minha anfitriã. Bem eficiente o sistema de transporte parisiense. Depois de pegar um ônibus executivo no aeroporto, peguei dois metros (eficientes, mas surpreendentemente feios, tipos os de Buenos Aires, nada a ver com os do Brasil) e cheguei na minha estação. Eis que, ao andar dois quarteirões e chegar na portaria, me deparo com um interfone! Sem saber qual era o apartamento, apertei todas as combinações possiveis, e nada, não fazia nenhum barulhinho..... Aí é que, já cansado, sujo, depois de 40 horas no ar e três cidades depois, parei pra prestar atenção direito e vi que não era um interfone, e sim um quadro para digitar senha....... Aí não ia ter jeito. Meia-noite, e eu ia ter que correr atras de um lugar com internet para pegar o telefone da Mme, ligar pra ela e perguntar a malfadada senha. Ainda bem que era sábado, rua lotada, foi fácil. Boa experiência, primeira vez que botei o francês para trabalhar e funcionou (o trâmite da mala prefri fazer em inglês, para evitar surpresa).
Bom, já instalado e sem mala, fui ver o que eu tinha comigo na mochila. Lista da minha super muda de roupa: 6 camisetas, uma jaqueta, 3 cuecas, duas meias, nenhuma calça, nenhuma bermuda e nenhum chinelo!! muito menos escova de dente, desodorante, etc.... Preciso preparar um check list da proxima vez, rsrsrs.......
Depois desses dois dias em um, dormir que nem pedra.
E hoje, logo cedo, a supresa é que a simpática Mme. Ferri tem outro quanto de alguel na casa, e tem gente lá. É uma menina bem simpática, Larissa, que me lembrou a Marina em vários momentos!! Também não gosta de tirar foto, e quando tira, sai com essas caras aí, hahahahaha....... As duas, aliás, foram super gente fina comigo. A Collete (Mme Ferri), logo que cheguei, disse que tinha acabado de ter três péssimas experiências recentemente com estudantes de fora, que estava pensado em nem alguar mais. Disse que gosta de confiar nas pessoas, mas que não estava dando certo. E foi aí que o velho truque de levar um presentinho para ela funcionou magnificamente. Começei dizendo pra ela não se preocupar, que eu estava acostumado a morar com outras pessoas, que também prezava pela confiança e pela boa convivência, e terminei dando umas lembrancinhas do Brasil que comprei no aeroporto. Elas não sabia nem o que dizer, ficou até emocionada!
A partir de então muito simpática, me levou pra passear pelo bairro (Larissa veio junto), conhecemos as coisas importantes da região, e ainda com uma visão especial, porque Collete é articulista de uma revisa especializada em história política, e realmente gosta do que faz e de explicar a origem de cada estátua e de cada político nela retratada. Depois, Collete resolveu ir ao cinema, e eu, precisava resolver alguma coisa de roupa, até que o pessoal desse notícias da minha mala. Aí Larissa me surpeendeu e se convidou para ir comigo ao Champs Elisées, único lugar de comprar aberto aos domingos (Paris não tem shoppings!). Andamos, comprei duas calças (na Zara, que é a C&A daqui, a preço de C&A mesmo, mas com qualidade de Zara), andamos mais. Depois voltei pra casa, e voltei pra andar por aí mais um pouco. Andar por Paris, logo de cara, e, principalmente a noite, me deu a clara sensação de estar andando em uma cidade cenográfica. Tudo arrumadinho, tudo muito bem iluminado, construções incríveis, uma atmosfera meio indescritível....
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